domingo, 15 de março de 2009


A Meia Noite Eterna

A Sete milhas depois do sol estou viajando, posso ver todos os mundos daqui de cima, tão longe, vagando por lugares onde nunca andei eu estou voando, sei que sou realmente livre. A mensagem foi deixada, mas nada foi feito, agora eu só espero pela doença. Enquanto passo por espaços vazios no tempo, sei que a ordem está sendo consagrada e as treze mulheres estão prontas para servir, nuas, gritando, elas irão partir.
Meu sangue está salgado, está feito o feitiço em mim, eu respirei as toxinas verdes, e agora me encontro em um pântano escuro, minhas pernas não se soltam do barro denso, almas afogadas me desejam. Meu coração bate mais forte, agitado e assustado, não compreende tal mudança, o momento é decisivo, e meus olhos sangram.
Eu sinto o peso de doze demônios em minhas costas, eu quero correr, mas não posso. Eles querem que seja feito mais uma vez. Mas agora eu entendo, eu carrego o demônio em meu pulmão, eu estou bem agora.

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